5 de out de 2011

Estilo "Bolinha de Ser"


Bolinha

Mudei a foto do meu perfil no meu Facebook em homenagem ao dia das crianças. Elas merecem um tratamento com respeito e dignidade. A Luluzinha era uma revista lida pelas crianças de minha época, ou seja, há 50 anos atrás. E Bolinha tinha a sua turma de meninos e , é claro, a Luluzinha era líder das meninas. Todos brincavam, brigavam, eram amigos inseparáveis, ou seja, se amavam profundamente.

Hoje, a história é bem diferente: os personagens infantis assumem, muitas vezes, papéis de 'gente grande', onde impera a sensualidade, as paixões, as competições, guerras e muitas mortes. Ficou esquecida a infância vivida na terra, as brincadeiras de rua onde os vizinhos tinham autoridade de pais e cuidavam de toda molecada que brincava perto de suas casas. Era uma época onde o tempo demorava para passar, os aparelhos de televisão eram raros e em 'preto e branco', não havia videogames e, muito menos, computador pessoal, tablets, celulares e smartfones. Havia tempo para amar, para olhar o outro, conversar, sentir a brisa do ar puro batendo em seu rosto, de visitar os nossos vizinhos para fazer uma prosa, da comidinha caseira feita em forno a lenha, do chá da tarde com pãozinho quente e manteiga feita em casa, de pular na chuva e correr pelos campos verdes e molhados.

Atualmente, o “Estilo Bolinha de Ser” está perdido neste mundaréo de gente que corre o dia inteiro, chega tarde em casa, cansados e não têm tempo para as suas crianças.

Como escreveu, certa vez, um pensador num Congresso de Vida Sustentável: “Todo mundo está 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que se 'pensará' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?". Esta pergunta permeia o meu pensamento, todos os dias, quando levo a minha filhinha de 4 anos a sua escola e na entrada ela sempre me diz: “Eu te amo, papai!”.

Sim! Quero resgatar o estilo de vida do passado, sendo nostálgico ou não. Quero que as nossas crianças tenham tempo para brincar, brigar, chorar, amar a sua vida e a verdade do seu próximo. Desta forma, elas crescerão sadias e felizes e poderão trilhar com determinação o seu verdadeiro caminho de vida!

Autor: Josef Karel Tlach

2 comentários:

  1. Oi Karel,
    gosto do progresso e de como as
    crianças de hoje são espertas e
    os jovens corajosos e determinados,
    mas não tem dúvida que sentimos
    falta da inocência, dos corações
    puros das crianças, que nem eram
    tão crianças assim, digamos aos 12
    ou 13 anos( eu e minhas primas
    brincávamos de bonecas).abraço

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  2. Oi, Vanoska.
    Vc tem toda razão: cadê o coração puro e a inocência de nossas crianças? Todos têm, mas a maioria embotou quando se tornou "adulto". E dá-lhe terapia para uma minoria que busca a sua consciência. Um abraço fraterno.

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